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| Vereadores votaram contra a proposta de 7% para os Professores de Mari e aprovaram apenas 6%. |
Na cidade de Mari (PB), na manhã desta quarta-feira (15), na Câmara Municipal, a luta dos Professores, na tentativa de obter o diálogo com a prefeita Lucinha e sensibilizá-la quanto a rever a proposta de apenas 0,6% (zero vírgula seis por cento) em complementação ao reajuste de 5,4% dado pelo Governo Federal no Piso do Magistério, obteve um final decepcionante e inédito para a categoria do magistério municipal. Sem qualquer consideração ou senso de valorização aos professores, por meio de imposição, a gestão fez aprovar um reajuste considerado injusto e desmotivador para a classe.
No início da sessão, a presidente da Câmara, vereadora Djá Moura, fez a leitura de uma Carta Aberta publicada pela Comissão de Professores do município e pelo SINDSMAR (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mari) a qual deixou clara a insatisfação da classe docente com a falta de sensibilidade da gestão em valorizar o trabalho dos professores oferecendo ao menos 7% de reajuste do piso no município.
Em sua fala na tribuna popular, o presidente do SINDSMAR, Marcos Silva, expressou sua indignação com a desvalorização da gestão em relação aos professores e afirmou que o reajuste de 7% aumentaria, apenas, pouco mais de 10 mil reais na folha de pagamento (em comparação com os 6%), enfatizando que o município receberá cerca de 43 milhões de reais em recursos. "Com essa desva
Seguindo a sessão da Câmara, foi apresentado pelo vereador Alisson Cunha um Requerimento Verbal com uma proposta de emenda ao Projeto de Lei que estabelece o reajuste, adicionando mais 1% (um por cento) ao percentual do projeto de autoria do Poder Executivo, totalizando em 7% (sete por cento). Questionado quanto à legalidade da proposta, o vereador destacou que o regimento da casa permite que seja oferecida a proposta por meio de requerimento verbal e que, portanto, está dentro da legalidade.
Colocada para votação, a Proposta foi rejeitada por cinco dos vereadores e aprovada por apenas três parlamentares, tendo em vista a ausência das vereadoras Emanuelly e Tânia Silva. Reprovada por maioria, a proposta foi descartada, decepcionando os professores e evidenciando o interesse de alguns vereadores em atender os anseios da gestão municipal em detrimento das reivindicações da classe docente.
Os vereadores que se colocaram contra a proposta que buscava aumentar mais um por cento sobre o reajuste imposto pela gestão municipal foram os seguintes: Vânia Souza, Kessinha, Nice do Assentamento, Ronaldinho e Diego Michel (filho do vice-prefeito Sapinho).
Com isso, foi colocado para votação o Projeto de Lei que estabelece um reajuste no total de, apenas, 6% para os professores, sendo aprovado sob o silêncio de insatisfação dos professores presentes e representantes dos sindicatos.
Cerca de quinze dias antes, os vereadores Vânia Souza, Nice do Assentamento e Diego Michel não assinaram um documento apresentado pelo SINDSMAR onde os vereadores pediam à Gestão Municipal que fosse ofertado um reajuste que totalizasse em 7% (sete por cento) para os professores, contrariando a reivindicação da Comissão de Professores e do sindicato.
Da Redação
Do Portal SEM CENSURA PB

